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Ansiedade e Descontrole alimentar

A ansiedade é uma das maiores dificuldades e o maior obstáculo para quem está querendo emagrecer.Pode estar diretamente relacionada com os Transtornos Alimentares. Fisiologicamente, o estresse passou a ser o representante emocional da ansiedade e psicologicamente a ansiedade pode mobilizar as atividades psíquicas e comprometer, desde a atenção e memória, até a interpretação da realidade.

Os quadros ansiosos mais patológicos podem ser classificados em vários transtornos e um deles é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, que é um transtorno que visa um alívio da ansiedade e/ou da angústia.

É preciso entender o que é obsessão e compulsão para uma maior compreensão do processo pelo qual você pode estar passando nesse momento. Obsessões são pensamentos ou idéias, impulsos, cenas, fantasias, que invadem a consciência de maneira repetitiva e persistente.

As compulsões são comportamentos repetitivos, onde a pessoa é levada a executar algo como resposta a regras que devem ser seguidas rigidamente, como por exemplo, lavar as mãos, fazer verificações etc. Tenta resistir, ignorar os pensamentos obsessivos e os comportamentos compulsivos e não consegue.

Como os comportamentos compulsivos tendem a ser repetitivos e contínuos, muitas vezes eles acontecem automaticamente, por isso que observar e ter consciência desses comportamentos pode ajudar a controlá-los. Esses comportamentos têm o objetivo de prevenir, reduzir ou aliviar o desconforto gerado pela idéia obsessiva, alguma situação temida ou, ainda, aliviar a ansiedade gerada por alguma situação.

São hábitos aprendidos por alguma gratificação emocional imediata que proporcionam. Mas, essa pseudo-gratificação emocional, seja pelo prazer ou alívio do desprazer, reforçará com que se repita sempre, mas com o tempo, depois desse alívio imediato, segue-se a culpa por não ter conseguido controlar-se. Mesmo assim, a gratificação inicial permanece forte, levando a repetição.

Por exemplo, a pessoa está ansiosa e come para aliviar sua ansiedade. Imediatamente há a gratificação com o alívio da ansiedade, que é relacionado com o ato de comer, mas passado algum tempo, sente culpa pela falta de controle por ter comido exageradamente. Isso a fará com que coma de novo, pois registrou em sua mente que a comida tem a capacidade de aliviar o que sente. É um círculo vicioso que pode ser rompido através da conscientização, tanto dos seus sentimentos, como dos comportamentos compulsivos.

Pessoas com comportamentos compulsivos sentem angústia ou ansiedade na ausência ou na impossibilidade em realizar a atividade compulsiva, fazendo com que se torne dependente dessas atitudes, podendo reservar um tempo significativo para tais realizações e comprometendo muitas vezes o trabalho, a vida familiar, afetiva etc.

Entre os Transtornos Obsessivos-Compulsivos temos o jogar compulsivo, a atividade física compulsiva (vigorexia), comprar compulsivo (shopholic), trabalhar compulsivo (workaholic), e o comer compulsivo (binge-eating). Comer é um comportamento universalmente tido como prazeroso, mas também pode se tornar fonte de frustrações, arrependimentos e preocupações para muitas pessoas que buscam estar magras como requisito para o êxito e aceitação social. Acima de tudo, pode comprometer a saúde física e mental, podendo desenvolver alguns dos Transtornos Alimentares, que são desvios do comportamento alimentar que podem levar ao emagrecimento extremo, como no caso da Anorexia Nervosa, ou à obesidade.

Tanto a Anorexia Nervosa como a Bulimia apresentam alguns sintomas em comum: preocupação excessiva com o peso, uma representação alterada da forma corporal e um medo patológico de engordar. Em ambos os casos há um julgamento indevido sobre si mesma, baseada na forma física, freqüentemente percebida de forma distorcida.

Por:
Rosemeire Zago
Psicóloga clínica com abordagem jungiana, especialização em psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento e ministra palestras motivacionais. Contato: (011) 9950-5095


*imagens retiradas da internet

Compulsão Alimentar

 Muitos são os que perguntam "Será que tenho compulsão alimentar?". Geralmente esta pergunta surge quando a pessoa não consegue controlar o desejo de comer aquilo que tem vontade e ingere em quantidade exagerada.

imagem retirada da internet

A compulsão alimentar é o ato de ingerir uma quantidade de alimentos significativa maior que a maioria das pessoas consumiria em um curto período de tempo. Geralmente as pessoas estão sozinhas e sentem-se deprimidas e culpadas depois do ato da compulsão alimentar, mas o indivíduo não provoca vômitos ou algum outro método purgativo.

Pessoas que beliscam pequenas quantidades de alimentos o dia todo, não se encaixam nesta categoria. A pessoa com compulsão alimentar alimenta-se em um período delimitado, chamado episódio de compulsão alimentar.

Muitas pessoas acham que tem compulsão alimentar por consumir doces em excesso, guloseimas, por desejarem consumir pão à noite, etc. Isto não é caracterizado como compulsão alimentar, ou transtorno compulsivo alimentar periódico.

Sentir vontade de comer 1 pedaço de torta de chocolate e até repetir este pedaço é um momento que todos tem o direito de fazer, de vez em quando, sem culpas, mas no comer compulsivo a pessoa não consome apenas isso, mas vários outros alimentos e em quantidades enormes, não mastiga direito, não sente o gosto do que está comendo, não consegue parar de comer, mesmo já estando saciada e em período pequeno de tempo.

Dentre os transtornos alimentares já existentes, como a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, há uma nova categoria a ser definida, denominada TCAP (Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica).

Para o diagnóstico do TCAP são levados em conta os seguintes critérios:

1) Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado por ambos os seguintes critérios:

  • ingestão, em um período limitado de tempo (por exemplo, dentro de um período de duas horas), de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período similar, sob circunstâncias similares;
  • um sentimento de falta de controle sobre o episódio (por exemplo, um sentimento de não conseguir parar ou controlar o que ou quanto se come).

2) Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes critérios:

  • comer muito e mais rapidamente do que o normal;
  • comer até sentir-se incomodamente repleto;
  • comer grandes quantidades de alimentos, quando não está fisicamente faminto;
  • comer sozinho por embaraço devido à quantidade de alimentos que consome;
  • sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente.

imagem retirada da internet
3) Episódios recorrentes de compulsão alimentar

4) A compulsão alimentar ocorre, pelo menos, dois dias por semana, durante seis meses.

5) Acentuada angústia relativa à compulsão alimentar.

6) Compulsão alimentar não está associada ao uso regular de comportamentos compensatórios inadequados (por exemplo, purgação, jejuns e exercícios excessivos), nem ocorre durante o curso de anorexia nervosa ou bulimia nervosa.

O comer compulsivo pode acarretar em conseqüências nada saudáveis, a principal é o sobrepeso e obesidade. Outras conseqüências seriam problemas gástricos devido ao grande consumo de alimentos ingeridos, além de comprometimento das relações interpessoais.

A pessoa que tem compulsão alimentar consome uma determinada quantidade de calorias em um dia, no dia seguinte come normalmente, no outro volta a ter episódio de compulsão alimentar, e esta oscilação poderá comprometer o metabolismo e favorecer o depósito de gordura.

O tratamento deve acontecer com uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos e nutricionistas.

Primeiramente, é importante fazer um trabalho de reeducação alimentar com o indivíduo, conscientizando da importância de comer adequadamente, tendo uma alimentação fracionada, além de tratamento com psicólogo e psiquiatra.

O psicólogo estará detectando os fatores psicológicos que podem estar favorecendo os episódios de compulsão alimentar. E se necessário o médico indicará a medicação correta.

Por:
Roberta dos Santos Silva
Nutricionista-chefe do programa Cyber Diet, formada pela Universidade Católica de Santos CRN-3 14.113