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Quebrar a Rotina

Sempre ouvimos alguém dizer que o grande problema da vida é a rotina. Devemos quebrar a rotina. Mas, a rotina só poderá ser quebrada quando ela existir em nossas vidas, portanto, não temos como evitá-la.
Muitas pessoas podem ser consideradas metódicas demais, pois se impõem a um cronograma extremamente controlado e não admitem que absolutamente nada saia fora daquela programação. Chegam ao ponto de controlar os minutos para cada atividade. Isso me desculpe, acho absurdo. Devemos ter um controle sobre tudo o que devemos fazer, somos praticamente obrigados a cumprir determinada rotina por mais simples que ela seja, mas não podemos nos culpar se algum detalhe não deu certo. Muitas vezes não depende só de nós. Ninguém é totalmente auto-suficiente que não dependa dos outros. O ônibus pode atrasar, seu carro pode quebrar, você pode acordar não se sentindo muito bem e aí então, está pronta a confusão: sua rotina de minuto à minuto foi por água abaixo.
Desde nosso nascimento somos submetidos a tal da rotina. O bebê deve ter hora para mamar, para o banho, para o soninho e até mesmo para o banho de sol. Depois de determinada idade a rotina começa ao horário da escola, da lição de casa e até para ver televisão... Dessa forma podemos compreender a intensidade da rotina em nossas vidas, mas, podemos cumprir a nossa rotina de uma forma mais leve. Já que não temos como evitar determinadas atividades e afazeres diários porque não experimentar fazer as mesmas atividades de outra maneira? Como? Estacione seu carro em outra vaga. Na hora do almoço sente-se em outra mesa e quem sabe com outros amigos. Coloque o telefone de sua mesa do outro lado do habitual. Uma única vez por semana ligue para um amigo que há muito tempo não bate um papo. Troque de lado na cama na hora de dormir. Vista aquela roupa que você um dia achou bonita, mas que talvez não esteja mais tão na moda.
Permita-se ser diferente fazer algo diferente, experimente algo novo dentro de tudo aquilo que é obrigado a fazer. Veja que a vida pode lhe oferecer um leque de outras situações e depois veja o que você pode aproveitar de tudo isso. Divirta-se com a situação. Muitas coisas você notará ser difícil: talvez o tal do telefone do outro lado da mesa, faça você exercitar seu outro braço e então você notará sua dificuldade (ou não) para essa simples tarefa. Batendo um papo na hora do almoço na outra mesa, poderá descobrir uma pessoa incrível, mas que, por medo do desconhecido ou por puro comodismo, você não permitia essa oportunidade. Não permita que a vida te transforme em um robô cheio de manias e etiquetas.
Curta um pouco mais a vida! Seja mais feliz! A rotina existe sim e é muito importante que assim seja, pois aí então poderemos quebrá-la e mostrar a todos que somos feliz com tudo o que fazemos.
Luciana M. Marchezin

Auto-estima e o fundo do poço

imagem retirada da internet

Muitas vezes ouvi pessoas dizerem que devemos manter nossa auto-estima. Que devemos enxergar o lado bom das coisas e pensar sempre positivo. Procuro, dentro do possível, manter essas atitudes em meu dia a dia, mas, o que fazer quando nos encontramos no chamado fundo do poço? Como sair de dentro dele?

Em determinadas situações, as pessoas que estão do lado de fora do poço e dizem querer nos ajudar a sair dali, estão automaticamente pisando em nossas cabeças na tentativa de nos levantar. Não percebem que a ajuda precisa ser realizada de outra forma. Elas acreditam que precisam descer lá no fundo conosco para que essa ajuda seja realizada e não enxergam que uma corda firme poderia ser a solução do problema.
Ao nosso redor, precisamos de ajuda sim! Mas de uma ajuda firme e concreta e não de uma ajuda tão abalável como nós mesmos.

Toda ajuda sincera e verdadeira; aquela que vem de dentro de nossos corações, sempre é bem vista aos olhos de Deus, mas, até para ajudar, devemos saber como fazer. Muitas vezes, a pessoa que precisa da ajuda, não consegue enxergar nossas intenções e vêem tudo como uma tentativa de humilhação e com isso sentem-se ainda mais rebaixadas e sufocadas.


imagem retirada da internet

Manter a auto-estima é muito difícil, qualquer vacilo e ela vai por água abaixo e aí encontramos o tão famoso fundo do poço. Muitas vezes escorregamos na tentativa de sair desse poço, mas enquanto enxergamos uma luz lá em cima, erguemos nossas cabeças e recomeçamos nossa jornada. Acontece, que às vezes, deixamos de enxergar essa luz e aí acreditamos que estamos sós e que alguém tampou a saída do nosso poço. Não conseguimos sequer pensar que nós mesmos é que estamos de olhos fechados e que basta abri-los para ver a claridade novamente. Nesse momento então, tudo vem a nossa cabeça e pensamos que realmente tudo no universo colabora para nossa derrota e fracasso. Ninguém quer a nossa felicidade e nem mesmo Deus, lembra-se na nossa existência.

Nosso estado de espírito está tão abalado que não temos condições de enxergar tudo de bom que existe à nossa volta e o pior é que as pessoas exigem que consigamos fazer isso. É tão claro para elas tudo de maravilhoso que enxergam que não conseguem admitir que estejamos na mais completa escuridão. Por isso, peço a todos que lerem essas simples palavras que ouso escrever nesse momento, pensem muito bem antes de ajudar alguém que passa por qualquer dificuldade. Não exijam aquilo que a pessoa não tem condições de oferecer e nem mesmo de receber. Ajude sinceramente, querendo o melhor para a situação, mas, deixe que Deus ilumine o coração e que no momento certo, tudo entre no eixo novamente.


imagem retirada da internet

É muito doloroso ver alguém que amamos passando por qualquer dificuldade que seja, por isso, devemos sempre ajudar, mas saber como ajudar é tão importante quanto à ajuda em si.

Ajude! Mas não queira que a pessoa dê como resposta, aquilo que você deseja, e sim, a melhor resposta para ela mesma.

Para você minha amada irmã: eu te amo muito!! e preciso de você!!! Somos irmãs de coração e isso, faz toda diferença...

A baixa autoestima pode minar sua vida pessoal

Quanto tudo vai bem, irradiamos alegria. É um "bom dia" dado com vontade, um sorriso ao pedir algo, um olhar interessado a quem vem conversar conosco. O empenho no trabalho é bom, as recompensas no amor são maravilhosas e os dias se tornam agradáveis. A sua felicidade reverbera e atinge até mesmo quem passa horas ao seu lado.

Estar de bem com a vida chama a atenção e até provoca uma certa inveja em quem não passa por um momento semelhante. Vivemos momentos de felicidade, e não sua plenitude. Sempre há algo a melhorar, um setor que é uma pedra no sapato. Seja um problema familiar, profissional ou de saúde, substituímos nossas preocupações quase o tempo todo. E aí entra o cuidado para não perder a autoestima.

Não deixe o bem-estar escapar
Perder a autoestima pode acarretar uma série de riscos. O primeiro deles é o de não ter a mesma força de outrora para resolver as questões que se apresentam. De repente aquela pessoa feliz que você era vai se cansando e se deixa abater por críticas, sentimentos de culpa, vergonha, medos, insegurança, etc. "Quando estas sensações começam a dominar os pensamentos é possível notar uma queda no rendimento em todos os setores da vida", explica a psicóloga Doralice Lima.

O trabalho rende menos e não dá prazer. Em casa, o convívio familiar se torna um martírio, e a vontade de ficar o tempo todo na cama ou apenas com a TV como companhia aumenta. "O isolamento é sintomático e acontece em efeito dominó. Pode começar com a reclusão e terminar em depressão profunda", alerta a profissional. Ter a mente dominada por pensamentos negativos ajuda a desenvolver doenças. Tente lembrar das vezes que você teve febre, por exemplo. Geralmente ela surge depois quando você está passando por problemas pessoais ou profissionais que te desgastam. É uma forma do corpo gritar: "Não estou bem, olhe para mim".

Consequências desastrosas

imagem retirada da internet

Caso a autoestima sofra uma queda e não seja recuperada, pode acontecer do rendimento cair tanto no trabalho a ponto de o chefe resolver que a demissão é a melhor alternativa. Em casa, os parentes percebem o comportamento mais arredio. Os amigos também não entendem que motivo levou aquela pessoa tão querida a não se misturar mais nos eventos que combinavam com tanto prazer. "Em pouco tempo uma vida social e profissional que foi conquistada pode desmoronar", diz a psicóloga.

Há duas formas de encarar os percalços da vida: se fazendo de vítima frente a uma dificuldade ou arregaçando as mangas para resolvê-la e seguir adiante. Sempre prefira a segunda alternativa, recomenda a especialista. "Períodos de lamentação são comuns e remoer mágoas é natural. Mas esses momentos devem ser passageiros. A vida pode estagnar caso o comportamento passe a ser movido por rancores", explica a profissional.

Atenção aos sintomas
Claro que ninguém é de ferro, e todos têm o direito de chorar quando se sentem sem forças de dar o próximo passo. Mas esse instante de fraqueza precisa mesmo ser momentâneo e não perpetuado. "Quem chegou aos degraus mais altos de grandes empresas tirou forças para vencer as barreiras que se impunham e para chegar onde chegaram rejeitaram o rótulo de fracassados que em alguns momentos poderiam ter recebido caso abaixassem a cabeça para as interpéries da vida", exemplifica a terapeuta. Segundo a profissional, encare tudo de frente e pegue a vida com as mãos, ou seja, não esperar por milagres é a forma mais sadia para manter a autoestima fora de perigo.